domingo, 25 de abril de 2010

Sorriso Pontual.

Assisto TV.
Eu estou num campo de concentração, eu me sinto lá. A vontade me preocupa, e principalmente a falta dela. Tudo é sexo, tudo é livros, tudo é vontade.
Ouço música.
Os planos me aparecem, como o acordar de um pesadelo. 5 segundos depois, percebo que apenas sonhei ter acordado... gritando 'tech support'!
Me arrumo.
Talvez seja mais vivo, talvez vitalício, postumamente!
Leio o artigo.
Quem dirá que são esquizofrénicos? Quem dirá, não admitirem que são índios, quando terá sido óbvio?
Prego a peça.
Todos sabem que é um teatro.
Entretanto, se a peça não termina, qual fora a encenação?
Deito.
E o que realmente me preocupa é a vontade. Vontade de não ter perdido-a, e de descobrir: qual a minha vontade?

Agora.
O cotidiano me sorri um sorriso pontual.
Sim, ele é realmente muito simples, fútil, e irreflexível, para os intelectuais de ironias à parte.

Mas eu? Vou assistir TV.

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