quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vê se te orienta!

Hoje eu sei o futuro
É isso mesmo "Al Capone
Vê se te emenda
Já sabem do teu futuro, nego
No imposto de renda
Hey! Al Capone
Assim dessa maneira, nego
Chicago não te aguenta

Eu sou astrólogo
Vocês precisam acreditar em mim
Eu sou astrólogo
Eu conheço a história
Do princípio ao fim."

Já decorei o fim do filme
Já sei onde a bala vai parar
Também que os Goodfellas
Só acompanham o fluxo
E mesmo assim
Minha curiosidade
Não para de me queixar
Até onde você está disposto a ir, agora?
Até onde?
Vê se me emenda
Vê se não me aguenta
Não me aguenta

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

F. T. Marinetti


"Queremos glorificar a guerra - única higiene do mundo -, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas idéias pelas quais se morre, e o desprezo pela mulher."

Que tipo de alucinógeno esse indivíduo usava? O Tarantino podia ter se lembrado dele no Bastardos... ah, se podia!

Entrelinhas, paixão-psicose.

- Texto censurado para menores de 12 anos.

Querida, fui comprar batatas! Hoje é um jantar especial. Estou preparando-as com molho de tomate e frango, você disse que era seu prato predileto da primeira vez. Onde você estava até agora? Estive te esperando o dia todo, comprei esse terno novo, gel para cabelo, e um barbeador decente, sei que não gosta da minha barba. Onde você vai? Ajude-me a colocar a assadeira no forno, eu estou fraco. Faltou pimenta? Eu sou um frouxo, perdoe-me. Tome essa venda. Assim não verás meu rosto envergonhado. Não pode ir agora, comeremos juntos. Não quero fazer como antes, vamos nos devorar um ao outro essa noite, um ato de dois, prestarei atenção e elogiarei seus mamilos, eu te digo, não me deixe. Não tenho sua mão para colocar a pitada certa de sal, ajude-me, não tenho mais sua mão para segurar há anos, e hoje, ela estará onde eu pedir. Não, você não vai! Engoli a chave de casa, terá de me abrir. Não, você não vai! Quantas noites não passei, te vendo da janela no apartamento dele, na rua de cima? Eu sempre soube. Você ia aos domingos, isto é, quando a "assistência" na enfermaria não a ocupava. Mas hoje, ao menos hoje, você será minha, sem receios, sem pudores, só minha, irá onde eu pedir! Minha sim, vadia! Pois seja essa vadia comigo também! O que quer com essa faca? Ah querida, esse corte não me fere em nada, comparado aos açoites que levei esses anos. Eu sempre me regenero, só pra voltar a te querer, e te machuco em troca, com o que mais tens nojo: eu, em você. Sim, mas é claro que eu já sabia dessa sua repugnância. Largue essa arma, não será uma bala que nos separará, você me pertence. Em todos os seus porres, nesses anos todos, eu estive lá. Em todas as suas "horas extras noturnas" do trabalho, eu estive lá. Em todas as suas trepadas, em todos os seus banhos, eu estive...

morrendo. Morrendo só pra te ver. Só pra te ter aos meus olhos. Então atire mais uma bala, esta na cabeça. E como se fosse diferente, assim eu termino: me arrastando, segundos antes da morte, pra ficar perto de você. É como eu disse, não adianta não. Agora, o sangue que sai de suas entranhas, finalmente, se mistura com o meu. Perdoe-me querida, eu treinei para ser um bom amante, mas esqueci que era apenas, o marido.

- Sim. Estou um caos revendo filmes do Almodóvar. Ps. Este foi em nome dos obcecados personagens, Sancho, de 'Carne Trêmula', e Benigno, de 'Fale com Ela'. Um tipo de mente fácil de se encontrar (ou de se transformar), mas difícil de compreender.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Di-simulação

"Sexy Sadie what have you done?!
You made a fool of everyone.
You made a fool of everyone.
Sexy Sadie ooh what have you done?!


Sexy Sadie you broke the rules.
You layed it down for all to see.
You layed it down for all to see.
Sexy Sadie oooh you broke the rules.


One sunny day the world was waiting for a lover.
She came along to turn on everyone.
Sexy Sadie is the greatest of them all.

Sexy Sadie how did you know?!
The world was waiting just for you.
The world was waiting just for you.
Sexy Sadie oooh how did you know?!


Sexy Sadie you’ll get yours yet.
However big you think you are?
However big you think you are?
Sexy Sadie oooh you’ll get yours yet.


We gave her everything we owned just to sit at her table
Just a smile would lighten everything
Sexy Sadie she’s the latest and the greatest of them all.
She made a fool of everyone
Sexy Sadie, however big you think you are?"

The Beatles.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Palpitação final


Esse ano, a virada será memorável.
Alguém atire-nos facas
Que chova, muito sapo
Que mudem-se os ciganos
A virada será memorável
Sem horóscopos do dia D
Queimem as tabelinhas
Encham camisinhas
Sem gulodices
Mas sem luto
Não há rituais nem incensos
Virada virá
De cabeça pra baixo
As idéias decapitadas
De antigos anos
Anjos não sussurrem
O que não se ouve mais
Gritem todos
Amem, soltos
Atiro minhas preces, chega.

A virada virá
Como um tiro
Brusco ininterrupto

A virada virá
Como um cuspe ácido
Um púlpito.

Canastrão.


Ás vezes nos sentimos num show ilusionista.
Vezes, expectador. Vezes, mágico. Vezes assistente. Vezes funcionário de limpeza de palco.
Todos, e em todas as situações, queremos ser revelados.
Revelados sem linguajar. Esperamos que os atos, os olhares, as explosões de cores, os tambores e violinos, falem por nós. Esperamos a curiosidade, as perguntas inteligentes. Esperamos algum sábio, que saque todo o truque, e só o mostre para o mágico, com apenas um olhar malemolente.
Esse ano, em quase todas essas vezes, terminamos o show olhando para o palco com palmas decepcionadas, ou com a vassoura quebrada e salário atrasado, ou com um corte na mão por erro do mágico, e a sensação de ter caído o pano, sem nada ter sumido.
Pois novamente voltamos a espera de sermos revelados com a ironia de "Não foi nada! Tenho histórias para contar, haha"
Existe suplício maior de tradução indireta?
Nada.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ato zero

Sentada na poltrona, com o bom whisky na mão, e os cigarros do lado. Essa cena, a solidão engole, e se mostra como num teatro chinês, a protagonista, mística-misteriosa-sozinha. Mas sabe, ao mesmo tempo, ela se sente uma grande anti-heroína hollywoodiana. Quando ela está, é ela, metida, exclusiva, só... ela permanece. E todos inconscientemente a veneram assim sendo, o novo Coringa. Não seria normal que todos a quisessem para si? Não. Admiram-a, dizem que ela é ... só para os especiais, mas quando a olham nos olhos, fingem não reconhecer, disfarçam, ignoram-a, e depois a exibem em público, como uma medalha, um peso que conseguiu erguer...sozinho; mas ela estava lá, sempre lá.

Deve ser disto a sua identidade: Solidão, de tão sozinha, nem os solitários a fazem companhia. Sempre lá, e sempre sozinha.




Já sabemos que o silêncio preserva a audição, então...

Traços a Millay

Como ela:
"E se eu te amasse na quarta,
Não te amaria na quinta.
Isto pode ser verdadeiro.
Por que você reclama?
Te amei na quarta sim,
E daí?”

"não pense que minha traição
Do sangue forte à vacilante mente
Vá nimbá-lo de amor, ou temperar
Meu desdém com mercê- escute bem:
Um tal frenesi não é razão suficiente
Para falarmos, quando nos cruzarmos."

"Minha vela arde nas duas pontas
Não durará a noite toda
Mas meus amigos! E oh! Meus amigos:
É de uma luz prazenteira."

- Não entendo essa sua ânsia
As algemas nas mãos
A sua desejada solidão a dois
Me incomoda e me ofusca
A vista adoece
O coração embaralha
Como posso escolher
Entre a imagem e a visão?
Vocês, sou eu
Eu sou eu, com vocês
Se falta, se sobra
Já não sei mais ser
Nem pra um
Nem pra dois
Nem pra outro
Mas para outros
A minha ânsia
Você não entende
É pra mais de um
Mais de uma casa
Mais de uma cama
Mais de uma cidade
E você? Me completa
Nessa imensidão que eu me jogo
Independente do lugar
Independente do alguém
Você me faz ser eu assim
Com outros e ti
Sem posse
Sem casa
Sem dedo
Sem anel
Sem nada
Com todos
E assim eu te amo
Mais que a mim mesma
Pois não tenho seu poder
Não posso me dar
Minha identidade
Que a ti tem permissão
De ser contigo
E com todos:
De ser eu.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Alucinação - Belchior

"Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto
Ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos
Sonhos matinais...

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente
Romances astrais
A minha alucinação
É suportar o dia-a-dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reais...

Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornais...

Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai
Do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre
Que canta e requebra
É demais!

Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
"Play it cool, Baby"
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida...

Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Longe o profeta do terror
Que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais."

- É bem isso.

Azul Escuro Quase Preto.


Jorge, irmão de Adriano
Adriano namorado de Paula
Paula é presidiária
Adriano também
Paula apanha de outras
Adriano nada pode fazer
Paula quer ir para a outra sessão
A sessão de maternidade
Parece com tudo
Menos com uma prisão
Eles transam num ato de caridade
Sentimento limpo
Em lugar sujo
Um, interesse derradeiro
Outro, auto-engano
Ela por baixo
Porque dizem os sofistas
Que ajuda na fecundação
Adriano descobre que é estéril
Jorge é o encarregado
Por puro suplício do irmão
Se não for com ele
Será com outro
Espermatozóides não faltam
E Adriano não pode perdê-la
Jorge hesita
Também não pode perder o amor
Que acabou de voltar da Alemanha
Depois de 4 longos anos de espera
Mas Adriano diz:
transe com ela
engravide-a para mim
Apenas abra o zíper
Não olhe nos olhos
Dê seus espermatozóides
E salve-a das queimaduras nas costas
Dos cortes de facas
Das humilhações públicas

Primeira visita: nada
Segunda visita: nada
Terceira: olhar
Quarta: conversa
...
...
Décima: "eu engravidei na primeira visita íntima."
Imagina-se o que houve depois. Adriano acusou o irmão de traição. Mas quem disse que sexo não faz amor?

Retirado do filme espanhol Azul Escuro Quase Preto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Chaleira de casa.

Era tarde da noite quando me ligou.
Eu ainda não havia dormido às 3h AM com o mp3 tocando Elliott Smith, mas já teria adormecido há 3 anos atrás, tua voz em minha cabeça. Há tempos não nos falávamos, nem lembrávamos... - Não. Lembrar, creio que lembrávamos; bem como aquelas embalagens de sonho de valsa guardadas no fundo da caixinha de sapato, decorada pra lembranças.
Eu tentei, aos poucos ir refazendo seus traços após o 'alô', e em mais 4 palavras, você parecia estar ao meu lado. Esculpi as lembranças daqueles dias, enquanto respondia monossílabos ao telefone, mas não consegui entender a metade do que deu errado: eu não sei do quê eu posso te salvar.
Te convidei para vir até minha casa, e em 30 minutos, você estava a minha porta. Percebi pela imagem do olho mágico, que nunca havia te conhecido de verdade, nem você a mim, mas era a minha campainha que estava a tocar. Abri a porta, e me dei conta de que a pessoa que você era antes, se transformou (ou apenas se mostrou) em alguém para quem eu não me importaria em colocar a chaleira no fogão.
Não conversamos muito, como sempre, poucas palavras, poucas expressões, muitos olhares perdidos se encontrando a todo segundo. E eu me senti lá, contigo.
Dei o endereço da casa, a qual eu me mudaria hoje, e de manhã, achei o papel amassado-culpado na calçada, assim como o cartão de 3 anos atrás.

Eu não sei do quê eu posso te salvar.
Eu ainda não sei do quê eu posso te salvar.
Mas a pessoa que eu conheci ontem, é alguém para quem eu não me importo em colocar a chaleira no fogão.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sonhos

É preciso aumentar a dose...


Ou trocar de veneno.

domingo, 4 de outubro de 2009

nostalgic game

O médico fica no gol
o psicólogo é o zagueiro
o cientista é o lateral
o político, meio de campo
o preguiçoso, atacante

o artista é reserva
o poeta, comentarista.

e é gol! do atacante...
mais uma vida desperdiçada em frente a tv.

alguém escolha outro técnico? alguém mude de canal?

sábado, 3 de outubro de 2009

Independentemente.

Estudando arte e alguns dos nomes mais importantes de tal, concluí algumas coisas: Muitas pessoas criativas não conseguem estabelecer relações pessoais maduras e algumas ficam extremamente isoladas. Em algumas ocasiões, um trauma, na forma de uma separação ou perda precoce, desvia a pessoa potencialmente criativa para o desenvolvimento de aspectos de sua personalidade que podem encontrar realização em isolamento. Mas isso não significa que as buscas criativas solitárias sejam em si patológicas.
O comportamento de evitação é uma reação destinada a proteger a criança de desorganização comportamental. Se transferirmos esse conceito para a vida adulta, podemos ver que uma criança que evita as outras poderia se dar muito bem, se transformar numa pessoa cuja principal necessidade seria encontrar algum tipo de significado e ordem na vida que não dependesse inteiramente, ou mesmo principalmente, de relações interpessoais.

(Uma desculpa? talvez.)

Traços à palhaço.

Contaram-me essa história recentemente:

"Certa vez, numa cidadezinha do interior apareceu um circo, e entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias. Também era um conselheiro para as crianças e jovens que o procuravam.

Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: “não posso procurar o circo... eu sou o palhaço”.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Complexo de Épico"

Hoje ouvi uma das maiores besteiras da minha vida:

"De música brasileira, Tom Zé que presta."

Se as várias personalidades que o acompanharam no disco Tropicália ou Panis et Circensis não prestam, por que só ele prestaria ?
Vai ser paga pau de rádiorédi no inferno. Lá é quente o suficiente pra ver neguinho andando de cachecol e boininha européia.

"Todo compositor brasileiro

é um complexado.

Por que então esta mania danada,
esta preocupação
de falar tão sério
de parecer tão sério
de ser tão sério
de sorrir tão sério
de chorar tão sério
de brincar tão sério
de amar tão sério?

Ai, meu Deus do céu,
vai ser sério assim no inferno!

[...]Porque a cobra
já começou
a comer a si mesma pela cauda,
sendo ao mesmo tempo
a fome e a comida."

Complexo de épico - Tom Zé.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"Rosebud (o verbo e a verba)"


"Dolores, dólares...

O verbo saiu com os amigos
pra bater um papo na esquina,
A verba pagava as despesas,
porque ela era tudo o que ele tinha.
O verbo não soube explicar depois,
porque foi que a verba sumiu.
Nos braços de outras palavras
o verbo afagou sua mágoa, e dormiu.

O verbo gastou saliva,
de tanto falar pro nada.
A verba era fria e calada,
mas ele sabia, lhe dava valor.
O verbo tentou se matar em silêncio,
e depois quando a verba chegou,
era tarde demais
o cáderver jazia,
a verba caiu aos seus pés a chorar
lágrimas de hipocrisia.

dolores e dólares
que dolor que me da los dólares
dólares, dólares
que dolor, que dolor que me da." - Lenine.

Com certeza, uma das melhores metáforas e músicas já feitas.

domingo, 30 de agosto de 2009

The search is over.


Ora, sinto muito caro leitor conservador, mas o que o Fantástico transmitiu hoje, merece um post no-sense.
Adaptação minha de "a palo seco" para o nosso amado ex-sumido cantor, Belchior:

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que o Fantástico me procurava
De olhos abertos lhe direi:
Amigo! Eu me endividava.
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é brega em 2009
Eu quero é essa mídia
torta feito faca
corte a língua de vocês.

Ps. Parece que a função dos jornais de hoje passou de "informar", para "especular."
Para quem não viu, aí está ele:

sábado, 29 de agosto de 2009

#.

Empiristas aprendem com seus próprios erros.
Racionalistas aprendem com erros dos outros.

Escolha.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Faces de Chanceler (desenho)

29/07/2009 Inspirado em Bismarck. (o que vê acima?)

Chanceler de Ferro ?

"Existem filósofos alemães? Existem escritores alemães? Existem bons livros alemães? Fazem-me esta pergunta no estrangeiro. Ruborizo-me! Mas com toda a delicadeza que sou capaz nestas situações delicadas, eu respondo:
- Sim! Bismarck!"
- Nietzsche - 1888.

...E ninguém acreditou ao ver aquele homem de ferro chorando... pela morte de seus cachorros.